Médicos em ação | Programa de Extensão UFPR
Hoje a missão Terra segue para um lugar no litoral paranaense chamado Guaraquaba. É onde ocorre o projeto Cirurgilhas. Encontrei esse mapa onde vocês podem ter uma ideia. Aqui está Paranaguá, um porto importante do litoral paranaense que vai dar aqui até o Oceano Atlântico. Nós vamos sair daqui de Pontal do Paraná, que aqui embaixo não aparece e vamos subir passar pela ilha do mel e vamos entrar na Bahia de Paranaguá. Subindo, subindo, Bahia das Laranjeiras e vamos chegar aqui, ó, Guaraqueçaba e vamos fazer o trabalho todo aqui. É uma região linda, eh, rodeada de Mata Atlântica, com uma biodiversidade enorme. E como vocês vem aqui, aparecem uns guarás voando, porque Guaraquessava recebe esse nome, porque é lugar de dormir dos Guarás, uma região linda que além do do projeto sensacional que tá ocorrendo aqui, nós vamos poder olhar e observar um pouquinho dessa beleza natural. O nosso programa hoje vai conversar com a Dra. Silvânia Pimentel. Ela é médica, cirurgiã, especialista, cirurgia geral, especialista em vias biliares, professora da Universidade Federal do Paraná e que tem um projeto muito lindo chamado Cirurgilhas. Eh, ela vai nos explicar como é que surgiu essa ideia e como é que tá sendo esse trabalho todo. É um trabalho que ocorre aqui no litoral do Paraná. E vamos escutar a Dra. Silvana. Então, então, Maa, muito obrigada, né, por ter me convidado e por est estar assim divulgando, né, nosso trabalho. E então a ideia é bom, você me conhece sabe que eu adoro natureza, né? Ah, na verdade você foi uma inspiração para mim e levou todo esse amor que vocês têm pela você, o Xavier, a tua família tem pela natureza. Você acabou transmitindo um pouco para mim. E eu sempre gostei, sempre admirei muito essa Bahia. Eu acho que é um dos lugares mais bonitos do do Brasil. É, já viajei por vários lugares do mundo lindos. é que realmente é um lugar pelo qual eu sou apaixonada. E aí, como eu sou médica, cirurgião, eu sempre pensava como fazer para trazer a minha profissão para um lugar tão lindo como esse. E aí, como professora da Universidade Federal do Paraná, veio a ideia de fazer um projeto de extensão para que a gente pudesse levar esses procedimentos cirúrgicos de pequena complexidade, né, mas que muitas vezes mudam muito a vida do paciente para pessoas que moram em regiões como essa. E por serem regiões assim ao mesmo tempo lindas, maravilhosas, e elas são também isoladas, talvez por isso elas continuem sendo lindas e maravilhosas, né? Porque estão isoladas, mas a população que mora, que reside ali, vive da pesca, que são pessoas descendentes das pessoas, do pessoal que sempre esteve ali e então eh para eles é muito difícil esse deslocamento. Então tem que depende de maré, depende de várias coisas e muitas vezes para resolver um pequeno procedimento que a gente resolve em 10 minutos, eles têm que fazer viagens aí. que às vezes que pode demorar até um dia e depois voltar ainda para um centro de referência para realizar o procedimento em si. Então eu achei que essa seria uma forma de poder colaborar, né, com a população daqui. Então criamos o programa de extensão cirurgilhas e que já está na 11ª eh ação. Que legal, hein? A desde que ano vocês estão trabalhando? Então, a gente criou o projeto em 2019, ele foi finalmente aprovado em dezembro de 2019 e quando começaríamos o projeto, em março veio a pandemia e não, nós não tínhamos a ideia, ninguém tinha a ideia de quando a pandemia ia acabar, né? A gente começou a fazer um curso online para treinar os alunos para ir um dia, para que um dia, quando acabasse a pandemia, a gente finalmente chegasse aqui. E a pandemia demorou muito mais do que qualquer pessoa poderia imaginar. A gente só pode começar a fazer ações de campo em 2023. E de 2023 para cá foram essas 11 ações. 11 ações. Você tem ideia de quantas passar, de quantas pessoas passaram em cirurgia nessa? É, então várias e sos assim mais de talvez aproximadamente 400 pacientes que já passaram, eh, mas que muitos pacientes tinham mais de uma lesão para, eh, que necessitava procedimentos. Então, no total de procedimentos foram 700 procedimentos aproximadamente, né? Nessa última 11ª primeiração, a gente fechou 730 procedimentos eh do nosso programa. Muito legal isso. E Sil, eh foi muito difícil conseguir implantar tudo isso, conseguir convencer a universidade, ajuda da prefeitura, provavelmente, não sei se tem, me explica um pouquinho como é que tá isso. Eh, necessitam dos barcos, como é que como é que rola a alimentação dos médicos, dormir nos locais, como é que funciona tudo isso? eh, projeto de extensão, não sei se é só na nossa região, mas é uma é uma prova de resiliência, né, paraa pessoa que tem a ideia de fazer isso. Você tem passa por tantas etapas na organização logística do projeto, do programa, que você acaba muitas vezes pensando o que que eu estou fazendo aqui, porque eu estou insistindo tanto, porque são muitas etapas, né? A universidade ajuda muito com o transporte, claro. Sou professora da universidade, então estou aqui em nome da universidade, mas a universidade, por ser uma universidade federal pública, a gente depende muito de recursos via editais. A gente não tem, eu não posso chegar e pedir um recurso e eles vão me dar, isso não ocorre. Tudo depende de muita parte burocrática e muitas vezes editais. eu tenho que concorrer a editais para conseguir isso. E então eh é é muito muito complicado. Aí ali além de tudo você tem que negociar com as prefeituras, né? Avisar que você tá indo lá fazer o procedimento e pedir a colaboração das prefeituras, né? No caso específico do cirurgilhas, no momento, a gente tem focado na na prefeitura de Pontal de Guarquçaba, mas também fizemos uma ação com a prefeitura de Pontal do Paraná. E assim, as prefeituras sempre são muito abertas para isso, nos recebem muito bem, porque claro, eles sabem do benefício que a gente pode trazer pra população, mas como também órgão público, eles também não têm condições de ajudar a gente com muita coisa, porque tudo precisa de licitação. Uhum. Então é bem bem complexo. A gente ainda não tentou parceria privada, que seria uma boa é seria uma boa, talvez uma alternativa, porque vindo esse dinheiro de uma de uma parceria privada, talvez a gente não tenha não dependa tanto desses editais, dessa licitação e tudo mais para poder ampliar o projeto, né? A universidade permitiria um patrocínio, algumas empresas ou uma parceria? Isso é possível? Sim, existe a abertura da universidade para convênios, para parcerias com com institutos ou com mesmo empresas privadas que possam fazer doações eh via universidade para chegar até nós, ao nosso programa e projeto de sanção. Claro, eles não podem chegar diretamente para mim porque eu estou como universidade, né? Teria que servir a universidade, mas com certeza chegaria em mim. Universidade. Muito bem. Eh, eh, eu tive conversando com outros médicos que vocês vão conhecer durante o programa e eu vi que tenho cirurgilhas, que é por isso que eu vim para cá, mas eu vi que tenho infectilhas. Isso aconteceu depois, né? Você agregou mais um grupo. Isso. Então, a professora Maria Esta, ela é uma professora que eh é da infectologia, ela começou a trabalhar na universidade há menos tempo que eu, então ela ainda tá no começo dessa parte de desenvolvimento de de extensão, mas sim, ela é ela é uma pessoa que conhece muito a região, já trabalhou como médica nessa região antes e ela entendeu a importância desse projeto e a importância de do da especialidade dela dentro dessa desse território também. Porque o que que a professora Estter tem feito? Ela tem feito a avaliação com teste rápido dessas doenças eh e eh fix sexualmente transmissíveis e outras doenças que são possíveis de fazer passíveis de teste rápido. Ela já resolve também, ela faz o diagnóstico, se for necessário um tratamento, ela já prescreve e acompanha esses pacientes. Além disso, ela tem feito também a busca ativa de infecção nas nossas cirurgias, né, que pode acontecer. Claro. Então eles fazem a busca ativa, ligam pros pacientes, qualquer sinal de infecção já inicia o manejo disso para que não haja nenhuma complicação. Então assim, dos 700 procedimentos, a gente teve quase é quase zero índice de de complicação. Que bom. Então daqui a pouco a gente vai partiuaraqueçaba e vamos acompanhar a Cirugilhas, que é a professora. São duas convidadas voluntárias de cirurgia plástica que vem ajudar. Tem a Dra. externa infecto com o com o grupo dela. Isso dá uns 10 alunos teus e uns cinco dela. Isso. Isso mesmo. São 15 alunos que estão em diferentes eh estágios da medicina, mas que já conseguem fazer bastante coisa, estão super motivados. Já falei com eles, vocês vão conhecer todo mundo. E é isso. Então, partiu, Willam. Partiu Willam. Agora que sábadão, Willam. Estamos aqui na Marina. de Pontal do Sul. E esse são os barcos da Universidade Federal que vão levar todos os médicos, estudantes, colaboradores para fazer o trabalho lá em Guaraqueçaba. Então, a viagem começa daqui a pouco e estamos nos preparando. [Música] [Música] [Música] Desembarcando aqui em Guaracaçaba. Toda a equipe, médicos, alunos, todo mundo, [Música] todo mundo seguindo pro hospital, as coisas vão de carro e os médicos, os estudantes vão tudo a pé e a caminhada continua. Vamos lá. Ok, chegamos no hospital, o carro já trouxe as coisas e agora aqui no hospital de Guarqueçaba começa o trabalho. Aqui estão todos os pacientes que estão aguardando. Vamos passar pela triagem para depois passar pelos procedimentos. Todo o material preparado. Podeinhar o valor [Música] [Música] [Música] [Música] Nós estamos aqui no hospital de Guaraquesaba e eu acompanhei a Delma que veio para fazer uma pequena cirurgia de um cisto E ela já saiu da cirurgia. E a minha pergunta pra Delma é a seguinte: como é que você descobriu esse programa do cirurgias? Quem te falou? Então, esse programa é esse digo assim, a gente é descobriu no nosso posto que é na ilha do Tiarui, né? Através da das enfermeiras lá que passaram pra gente, mas também pro Facebook, né? Ah, que legal. E a partir daí você você comunicou o posto ou fez contato com eles? Sim. Através daí eu procurei o posto de saúde, né, que é o nosso posto mais próximo. Aham. E marquei lá para fazer a cirurgia aqui, né? Tá certo. E como é que você vem até aqui? Alguém te traz? É, é barco? É de que jeito você vem? Então, isso que é a parte mais difícil pra gente, né? Porque a gente mora numa ilha e precisa de transporte de barco, né? E a gente tá sem transporte de barco no momento. Agora nosso prefeito conseguiu o barco, né, para que a gente pudesse vir até aqui, certo? Então é um serviço da prefeitura que traz vocês. OK. E hoje você tirou um cisto. Me conta como é que foi essa cirurgia. Foi fácil? Foi rápido? Foi doído, como é que foi? Não, foi. Nossa, foi muito boa. É. Muito boa mesmo. Uma médica muito, é muito, eh, atendeu muito bem, né? Muito atenciosa. Aham. E nossa, muito bom mesmo. Estamos aqui no Cirugilhas hoje conversando com duas médicas cirurgiãs que fazem parte desse eh projeto, né? E uma é a Dra. Anne Brot, que é cirurgia plástica, e a Carolina Gonçalves, que é cirurgia geral. As duas vem como convidadas da Dra. da Silvânia e eh vem porque realmente querem ajudar e fazer a diferença aqui para essa população do litoral, os caiçaras. Então vamos perguntar para elas o que que vocês acham do projeto. Faz tempo que vocês estão, o que que vocês sentem vale a pena, por vocês estão aqui. Eh, na verdade a gente tem um, a gente é voluntária, então esse projeto é da professora Silvânia, mas ela a gente já é amiga há bastante tempo também e a gente participou um pouquinho no começo dessa, desse, desse sonho, desse desejo, né? Porque lá atrás, alguns anos atrás, foi só uma ideia, né? a gente era professora da universidade também e a gente pensou: “Ah, e se a gente conseguisse levar isso, né, vendo a dificuldade às vezes dos pacientes que chegavam para nós eh no hospital, às vezes com um câncer de pele que demorou demais para chegar e a cirurgia acabou virando uma cirurgia muito mais complexa e a gente pensou, se a gente fosse até lá, talvez fosse mais fácil do que a gente eh esperar esses pacientes terem a condição, né, de de chegar em Curitiba.” Eh, então o nascimento dessa ideia foi essa e e para mim é eu fico muito feliz de vir, eu venho como voluntária e sempre sempre que a Silvânia precisa e chama eu venho e me deixa muito feliz quando a gente chega aqui. A gente vê que realmente a gente deixou eh a gente teve impacto positivo às vezes na vida de uma ou duas pessoas, né? Eh, eu trabalho no hospital de câncer, então eu sei o o que um diagnóstico e um tratamento da câncer pode impactar a vida de alguém, né? Então acho que para mim me causa uma uma satisfação pessoal muito grande de poder usar o que o que eu sei fazer, que é o meu ofício, né? Eh, para ajudar e alguém que às vezes tem uma dificuldade de chegar até a gente. E você? É, eu acho que na verdade nós três, eu, a Anne e a Dra. Silvânia, a gente trabalhou junto com a ideia e a Silvania executou, né? De repente, quando a gente largou o barco, ela falou: “Não, isso é uma coisa muito legal e e é muito bom poder participar com ela agora com voluntário por causa que foi uma ideia aqui num perto do mar, numa conversa, nós somos super especialistas as três e a gente pensou o que que a gente pode ajudar, como que a gente pode usar essa super especialização de uma maneira simples e prática pra comunidade e e ela tem um vínculo muito grande, a Silvânia com Garava, e a gente se apaixonou por aqui também. Então é um prazer vir para cá, é um prazer poder ajudar a população e é um prazer continuar essa amizade, né, que é bem rico pra gente. Muito legal. Eh, das cirurgias que eu assisti aqui dessas de pequeno porte, logicamente, eh, o que vocês têm feito mais? Qual é a procura? Eh, você falou câncer de pele, eu viaroplastia, que é a cirurgia das pálpebras. O que que mais tem? O que que mais incomoda essa população daqui? Olha, eh, é que quando, como eu sou cirurgia plástica, quando eu venho, eu acho que tem um perfil mais específico, eh, né, por eu fazer algumas cirurgias, nenhuma cirurgia plástica estética, que obviamente, né, a gente não tem a menor intenção de fazer isso. Eh, então a gente vê alguns pacientes que a remoção desse excesso de pele, né, tratamento de dermatocalá, às vezes impacta positivamente numa pessoa que que dirige um barco, que pesca e que não tá conseguindo enxergar, né? Então, essa é uma cirurgia funcional, reparadora da plástica que tem bastante procura. Eh, em outra ação, a gente teve muito cansa de pele, né? Rotações de retalhos e rotações de retalho para fechamento de lesões de fase também. Então eu eu percebo que cada vez que a gente vem tem um perfil um pouquinho diferente. É, é bem variado. E e cirurgia ambulatoral é assim, é desde retirar anzol, né, que prendeu, eu acho que a grande maioria é são lesões de pele, né, que pode ser benignas ou câncer de pele, que a gente tratando aqui, você evita uma complicação tardia, né, e liponas, tem coisas simples que incomodam muito e impactam a vida do paciente. a possibilidade é gigantesca, gigantesca, porque se a gente pensa em termos de saúde pública, talvez e a gente tem uma dificuldade no Brasil de de de quantificar isso, né? Mas eh um paciente com tumor de pele avançado, ele é um paciente que custa, vamos colocar nessa situação, né, que a gente tá aqui nesse nesse deck maravilhoso aqui na beira do mar, mas ele é uma um paciente que custa esse transporte daqui até a até, né, o litoral, até Paranaguá. Se for um tumor mais avançado, ele vai cair no hospital terciário de tratamento de câncer, que já tem um custo pra prefeitura levar lá para chegar até lá. Lá ele vai fazer uma consulta e ele vai ter que voltar toda essa trajetória para marcar uma cirurgia. Eh, e ele pode precisar, se for muito avançado, fazer radioterapia. Então, a gente tá falando de um custo pro sistema imenso que se o profissional de saúde conseguir trazer isso, que é o que a Silvânia eh a Carol falou super bem, né? a gente teve o sonho junto, mas o mérito da execução é total e exclusivo da Silvânia. Eh, e é isso que muda, né? A diferença entre sonhar e você executar o que você faz feio e executou, né? Hoje ela tem essa, eu acho que esse apoio mais forte da universidade, que é uma coisa que a gente tem que também eh valorizar muito, porque ela precisa da da universidade também. E então assim, o em termos de de custo, não vamos falar de custo aqui pra cidade, eu quero pensar, vamos falar de custo de sociedade, né? A economia que um tratamento de um câncer inicial que ela faz aqui, economia para nós, economiza para nós como sociedade é gigantesco. É gigantesco. É, os governos têm que acordar para isso. É melhor prevenir dessa maneira do que deixar lá no e criar uma estrutura mínima num local como esse que é remoto, porque tem muita gente que quer se voluntariar, né? Tem muita gente super especializada e que nós como médicos, né, a gente gosta, a gente gosta de trabalhar até mesmo de graça quando é por um, né, para um bem maior. Tem um propósito, né? A gente tem essa, acho que a grande maioria dos médicos tem essa coisa do propósito, né? E essa, e a Silvana me chama para para, né? Vamos lá nos vamos ver numa outra, vamos ver numa outra ilha, vamos ver o que a gente consegue ajudar. E eu acho que a gente ter essa capacidade de de resolver, né, essa resolutividade que o cirurgião acaba tendo, eh, eu acho que é bom para todo mundo, certo? [Música] Eh, o nosso projeto em Ftil completando um ano agora, né? Eh, ele tem duas frentes, né? Uma das frentes a gente oferece eh testagem, né? Tem algumas doenças, né? Como hepatites virais, hepatite B, C, sífiles e e HIV. São exames que são fornecidos pelo Ministério da Saúde, né? É comum que em comunidades pequenas as pessoas ficam um pouco constrangidas de fazer esses exames. Então quando a gente vem de fora, né, a gente vê uma adesão muito maior por a gente não ser daqui em realizar desantes. Isso o pessoal até da saúde local já comunicou que antes eh eles não não tinham muito procura com exame com a gente aqui. Isso aumenta procura, né? Eh a gente faz esse exame na ponta do dedo e o paciente aguarda ali 15 minutos mais ou menos, depende do exame, né? A gente segue a a risca aí o que o fabricante recomenda. H, e já fornecem esse resultado de forma sigilosa. O paciente, se houver necessidade de algum tratamento, né, se a gente detecta alguma doença, a gente já também faz um aconselhamento e ificação, início de tratamento. Ã, além disso, em algumas oportunidades a gente já fez eh rodas de conversas com a comunidade para eh falar um pouquinho dessas doenças que às vezes são tabus, né? E de uma forma surpreendente aqui no noqueaba, a gente percebeu uma população assim muito interessada, que perguntou bastante, se colocou nesse diálogo. Então foi bem interessante também eh esses esses momentos foram muito interessantes. Outra linha é bem junto ao cirurgias, né? Eh, então a gente acompanha os pacientes que vão fazer o procedimento tanto eh no pré-operatório de fazer ali avaliação de dados vitais e um questionário para ver se ele tem alguma doença, algum fator de risco para alguma complicação, né, uma análise, né, clínica, assim. Eh, e aí também a gente tem uma observação do momento da cirurgia, como que é o preparo deles nas questões de biossegurança. Eh, e aí a gente liga, né, a equipe liga, faz contato com os pacientes 7 dias depois e 30 dias depois do procedimento para ver como foi a evolução pós-operatória, para avaliar a infecção, né, se houve algum tipo de infecção ou outras complicações e aí já ajudar nesse manejo, nessa orientação pós-operatória. tem sido eh muito gratificante, porque os pacientes se sentem muito cuidados com essa ação. Quando a gente liga para eles e faz um questionário estruturado, se coloca à disposição, eles se sentem muito cuidados, né? E aí é bem eh interessante isso e e a gente, claro, consegue documentar eh a segurança do procedimento, a segurança de realizar procedimentos em áreas eh mais afastadas, né, mostrando que com esse acompanhamento eh que esses pacientes estão evoluindo bem, né? E aí que é é é um procedimento que eles fazem aqui ambulatorial que tem tido um sucesso muito grande resolvido, né, as questões aí da comunidade sem precisar que o paciente se desloque da onde ele mora, né? Acho que faz muita diferença isso, poder resolver onde ele onde ele mora, né? Às vezes eles já se islocam até aqui, moram em alguma ilha, mas não tem necessidade de ir para uma cidade maior para poder resolver algo que já tá sendo resolvido. É, então a gente tem aqui os testes rápidos, né? Esse primeiro aqui ele pega HIV em sífiles, esse segundo é de hepatite C e esse último hepatite B. Aí eles demoram cerca de 10 a 15 minutos para sair o resultado. Então a paciente sai daqui com o resultado sabendo já. Resultado, isso é um resultado sigiloso, né, que é só informado para paciente. Aham. E se tiver necessidade já é feito o tratamento, encaminhamento, né? Se for o caso. [Música] Então, meu nome é Flávia, eu sou acadêmica do nono período da medicina lá na UFPR e entrar no cirurgias para mim foi uma das coisas mais legais que eu fiz na faculdade inteira. Eh, a Dra. Sil gosta de ressaltar, né, o quanto pequenos procedimentos e afetam tão grandemente a vida das pessoas, né, e fazer parte disso é, nossa, um enorme privilégio para mim. Eh, cada vez que a gente vem pras ações, a a o envolvimento da equipe é muito legal. Todo o aprendizado que a gente tem, o contato com outros médicos cirurgiões, com os médicos dos locais também é muito bacana. Legal. Bom, eu sou a outra Flávia, primeira de meu nome. Eu tô, eu tô no último período da faculdade, na penúltima semana, seis dias e acabam. E esse projeto foi muito marcante na minha carreira acadêmica. E realmente fez muita diferença no crescimento profissional mesmo. É um projeto que vai muito além só da parte cirúrgica, né? a gente ter contato com outras pessoas de outros períodos, com outros profissionais, com a comunidade. Então assim, é sempre um desafio e a gente vai mudando. E uma coisa que acho muito importante pras gerações seguintes é que o projeto de extensão da federal ele pode ser crescer muito ainda e a gente como aluno da federal a gente tem tipo o mínimo dever de dar um retorno pra pra população do que ele tanto investe na gente, né, na nossa educação. A gente sabe que curso de medicina é um curso caro e a gente fazendo uma faculdade federal de tanto renome, a gente tem que devolver pra população o que ela investe na gente. Então eu acho que é o nosso mínimo dever fazer um pouquinho parte de projetos como esse que fazem muita diferença na população que a gente alcança e que a gente resolve essas coisas. Tá certo? Verdade. E aí eu sou a Juliana, tô no nono período também. Essa é a minha terceira ação, eu e a Flávia, a gente nós somos as últimas a entrar e realmente é uma oportunidade incrível e não teria, a gente não faria o que a gente faz aqui em qualquer outro lugar ali da, acho que da faculdade, tudo mais. É uma, é muito diferente de tudo que a gente já fez. Eu sou muito grata de estar nesse projeto e é muito legal ter esse contato com a pessoa beleza. Eu sou a Cristiane. Eu entrei junto com a Flávio no projeto, mas eu vou demorar um pouquinho mais para sair. Eh, mas além do que as meninas falaram, é muito legal o envolvimento que a gente tem com a comunidade, o conhecimento da cultura local. A gente não fica só aqui em Guarçaba, né? A gente vai pras outras ilhas. Então a gente tem um contato mais próximo, né, com com a cultura do litoral. E acho que as experiências além da medicina que a gente vive aqui, a gente realmente não tem em outro lugar, né? Então, a gente já fez várias coisas diferentes, a gente foi pra superí descendo a água, a gente velejou, a gente fez muitas coisas que se fosse depender só do que a gente faz da vida, né, que é basicamente só a medicina nesse momento, a gente nunca teria essas oportunidades. Então pra gente é muito legal isso, a gente poder ajudar a população, a gente fazer um trabalho que eles não teriam em qualquer lugar e a gente também eh sem esperar, né, mas a gente tem um retorno para nós também. É muito gratificante poder participar do cirurgias. [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] Fazer a edição desse episódio foi muito especial. O que para uns parece tão pouco, para outros é transformador. O cirurgias prova que com disposição e boa vontade é possível vencer distâncias e levar saúde até as pessoas mais isoladas. Iguar que saba sirva de exemplo e seja apenas o começo de uma grande onda de transformação. Parabéns à Dra. Silvânia e a toda a equipe de médicos e estudantes da UFPR, que com dedicação e persistência estão mudando a realidade das pessoas desta região. E você gostou do episódio? Conta pra gente nos comentários. E no próximo episódio vamos visitar a estação ecológica vocaldinos, que é a sede natural da escola Atuação. Entre as maravilhas de lá temos os leakings rosa, que são marcadores naturais de ar puro. Vem com a gente, inscreva-se no canal, ajusta o sininho para que ele toque para você e principalmente para você receber as nossas atualizações, porque juntos somos a mudança que queremos ver no mundo. [Música]
MISSÃO TERRA – episódio 3
Neste episódio iremos conhecer o PROGRAMA DE EXTENSÃO DA UFPR (Universidade Federal do Paraná) idealizado pela Prof.ª Dr.ª Silvânia Pimentel, médica cirurgiã do aparelho digestivo, cirurgiã geral e especialista em transplante de órgãos, que atua na área da cirurgia há 25 anos e, ao longo dessa trajetória, sempre foi guiada por uma convicção: a saúde precisa chegar onde as pessoas estão.
Foi com esse propósito que, em 2019, criou um projeto que hoje se transformou no Programa de Extensão CIRURGILHAS, da UFPR!
A proposta nasceu da necessidade real de levar atendimento cirúrgico especializado às comunidades isoladas do litoral do Paraná, especialmente na região de Guaraqueçaba.
Essa é uma região lindíssima, recortada por ilhas, com uma das maiores áreas de mata atlântica preservada do país.
Mas essa beleza vem acompanhada de desafios: o acesso à saúde especializada é extremamente limitado.
Muitas comunidades só podem ser alcançadas por barco. E o caminho até um centro cirúrgico pode levar dias.
O CIRURGILHAS leva o cuidado até elas: expedições com cirurgiões especialistas e alunos do último ano de medicina, treinados em Curitiba.
Os estudantes atuam na triagem, no acompanhamento e nos procedimentos, sempre sob a supervisão direta de médicas e médicos experientes e especialistas.
Mesmo cirurgias simples, como remoção de cistos ou a retirada de um anzol preso na mão, têm impacto enorme na vida das pessoas.
E é preciso garantir que esses procedimentos sejam feitos com segurança, pois, muitos pacientes voltam para casa remando, por horas.
Por isso, a experiência do especialista é essencial.
Até agora, foram realizadas mais de 11 ações de campo.
E, nesse período, foram feitos mais de 700 procedimentos cirúrgicos com segurança, resolutividade e impacto direto na vida da população.
Cada atendimento representa mais que um número: representa autonomia, qualidade de vida e dignidade.
Esse é o CIRURGILHAS: um programa que leva o cuidado onde ele nunca chegou.
E mostra que o SUS é forte, é vivo — e que, com trabalho em rede, ninguém fica para trás.
Siga o CIRURGILHAS:
https://www.instagram.com/cirurgilhas?igsh=MTgxYWttMW0xejhiaA==
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Produção: Missão Terra
Equipe e Participações:
Elenice – Social Media e fechamento
Eliane – Edição e fechamento
Maísa – Entrevistas, filmagens e imagens dos participantes do CIRURGILHAS e da natureza
Hudson Garcia – Imagens dos guarás
#brasil #ufpr #cirurgiageral #medicina #litoral
11 Comments
Que lindo!! Amei 😍o episódio dessa semana!!
Parabéns a todos os envolvidos 🎉
Uma bela iniciativa da Dra Silvania está de parabéns ajuda muita gente e ao mesmo tempo incentiva seus alunos
Que projeto maravilhoso!!! Parabéns à todos envolvidos. Ansiosa pelo próximo episódio
Mto bacana, parabéns pelo empenho de levar a assistência
Médica nesse recanto do Paraná!!! Show!!!!
Mulheres fantásticas que merecem ser copiadas
Parabéns à Dra. Silvânia e a toda a equipe que, com dedicação e coragem, estão mudando a realidade de Guaraqueçaba e região 👏👏👏
Parabéns ❤❤❤
Uau, o BEM em ação! Parabéns!
Incrível demais. Gente que faz.
Parabéns a todos os envolvidos nesta ação maravilhosa.
Missão Terra trazendo em cada episódio ações do bem !!
Parabéns 👏🏼
CIRURGILHAS: expedições com cirurgiões especialistas e alunos do último ano de medicina, treinados em Curitiba – oferecem atendimento médico especializado para a população isolada de Guaraqueçaba e região… O que mais te impactou neste episódio? Conta pra gente aqui nos comentários…
No próximo episódio cavalos, lhamas, líquens rosa e muita natureza na Estação Ecológica Vô Caldinus – sede natural da Escola Atuação! Terça, dia 16/06, às 19h